terça-feira, 25 de março de 2008

Em novas terras...

E eis que chegamos!
Chegamos na sexta-feira santa ensolarada e ao sair do avião já senti aquele bafinho quentinho da umidade, que tanto me faz lembrar da terrinha. Sensação de estar em casa.

Esperamos chegar os 230kgs de mala que trazíamos e em seguida fomos buscar a Julia num elevador lateral, já que no Aeroporto Simon Bolivar as malas são, literalmente, cuspidas na esteira e a Juju, obviamente, não poderia ser atirada desta maneira. Ela não acharia uma boa-vinda agradável.
Uma certa espera nervosa no tal elevador e eis que chega a Juca, com sua jaula aberta, destruída e aos gritos. A viagem pra ela não deve ter sido nada agradável…

Em seguida, hora de passar na Aduana. Outro stress, pensamos, já que estávamos com muuuita bagagem. Nada! Passamos os 230kgs na maquina de RaioX, a Julia passou e nada! Nada! Ninguém revistou nada! Nem os famosos documentos dela, que nos fizeram atrasar 05 dias a viagem. Ficou tudo intacto na minha bolsa.

A caminho do estacionamento, vi o Fabio suando como a tempos não via! Calor e umidade.

A viagem aeroporto-Novartis teve transito. Um montão de gente voltando da praia. Parecia a subida da serra, voltando do Boqueirão.

A viagem Novartis-casa nova foi chega de espectativas. Um entardecer vermelho lindo nos dava as boas-vindas!

O ape é lindo! Tem uma vista deliciosa e uma cozinha professional, onde o Fabio poderá praticar suas incríveis habilidades culinárias. Aliás, o apartamento foi escolhido pelas seguintes razões: vista para o Avila (morro gigante que separa Caracas do Caribe, dizem que lá de cima dá pra ver os dois lados), churrasqueira e ducha na sacada e a cozinha professional. Faz tanto calor neste país, que o ape tem ar-condicionado em todos os cômodos, menos nos banheiros.

No dia seguinte, sábado, fomos ao supermercado. Realmente falta leite, mas de resto, tinha tudo! Pouca variedade, mas de tudo! Só um tipo de detergente, dois tipos de comida de cachorro, um tipo de panela, etc, etc. Mas tinha picanha, por exemplo!
Foi um pouco chocante não poder ter opção para escolher… Mas acho que a gente também vai se acostumar e vai saber onde encontrar as coisas.

A Julia é tão bem educada, que demorou três dias pra fazer xixi dentro de casa, mesmo a gente pedindo pelamor pra ela fazer. E ainda assim, ela fez no ralo. Acho que porque sentiu o cheiro de esgoto, sei lá. Mas achei muito delicado e gentil da parte dela fazer xixi no ralo. Cocô, nem pensar. Só na rua. Então temos que sair 2-3 vezes por dia com ela pra rua. É difícil des-educar um cão.

No resto, estamos os três nos adaptando com a nova vida, o novo clima, os novos sabores, os novos cheiros, as novas pessoas.
O venezuelano é muito parecido com o brasileiro, tanto no colorido da roupa e da pele, como na alegria e na simpatia. Todos te sorriem. Todos te cumprimentam na rua. Todos te olham no olho.
Pensando bem, isso fazia uma falta danada!

3 comentários:

Anônimo disse...

Que bom saber que vocês estão bem...pra dizer a verdade tô começando sentir um frio enorme na barriga e seus depoimentos me confortam, pois dá a certeza de que tudo se ajeita!
Beijo Grande

Anônimo disse...

Cá, me deu um frio na barriga qndo vc disse da jaula da Julia.
Lembrei da história com o cachorro de Campo Grande que minha tia Andréia uma vez me contou, lembra??
Vc naum ficou com medo?? hahaha
Que bom que tudo deu certo!
Mta força, mta sorte e mta luzz pra vcs!
um beijo

Anônimo disse...

Sorte irmã querida....
Amoo de paixãoo
bj
Alinee